Uma carta espontânea é mais difícil do que uma candidatura comum, porque nada indica o que a empresa precisa. A maioria falha do mesmo jeito: pergunta se há vagas disponíveis, lista as qualidades de quem escreve e anexa um currículo. Isso não dá ao leitor nada sobre o que agir. Uma carta que funciona nomeia algo concreto que a empresa faz, uma contribuição concreta que você poderia dar e um próximo passo claro.
A carta abaixo é um exemplo fictício. Substitua cada nome, instituição, data e resultado pelas suas informações reais antes de enviar, e não declare uma formação ou um resultado que você não consiga comprovar.
Faça a pesquisa antes de escrever
- Encontre o destinatário certo: um gestor de área ou líder de equipe, não uma caixa genérica, onde a empresa publicar essa informação.
- Encontre um motivo real: um serviço que operam, um mercado em que entraram, um cargo que se repete nas divulgações, algo concreto que você possa citar.
- Defina o que você oferece: nomeie uma função, não "qualquer oportunidade". Ninguém consegue cruzar um pedido vago com uma necessidade real.
- Verifique antes se existe vaga divulgada: se houver, candidate-se formalmente em vez de enviar uma carta espontânea em paralelo.
Carta espontânea para uma empresa
Prezado(a) [nome e cargo, ou a área se não houver nome divulgado],
Escrevo para saber se há previsão de ampliar a equipe de [função ou área específica]. Não estou respondendo a uma vaga divulgada.
Notei que [observação concreta e verificável sobre a empresa: um serviço, uma unidade, uma linha de produto, um cargo recorrente nas divulgações]. Minha experiência é em [sua função], mais recentemente na [empresa], onde [algo concreto que você fez, com a escala ou o resultado que realmente mediu].
Se estiverem contratando nessa área, terei satisfação em ser considerado. Se não estiverem, ainda assim valorizaria uma conversa breve sobre como a sua [área ou equipe] está estruturada, para procurá-los de forma adequada mais adiante.
Currículo em anexo. Estou disponível [disponibilidade] e podem falar comigo pelo [telefone] ou [e-mail].
Atenciosamente,
[Nome]
Torne o próximo passo fácil de aceitar
Peça algo pequeno. Uma conversa breve, um encaminhamento à pessoa certa ou autorização para enviar seus dados a quem contrata são bem mais fáceis de conceder do que um emprego. Informe uma disponibilidade concreta em vez de dizer que é flexível, e deixe claro que você entende que pode não haver vaga. Uma carta que aceita um não tem muito mais chance de resposta do que uma que presume um sim.
- O nome da empresa e os dados do destinatário estão corretos, e dá para ver que a carta foi escrita para eles.
- Você nomeou uma função concreta em vez de perguntar por qualquer cargo.
- Toda afirmação sobre o seu trabalho é algo que você conseguiria comprovar em uma entrevista.
- A carta deixa claro que você não está respondendo a uma vaga divulgada.
- A carta ocupa uma página e os seus contatos aparecem nela, não apenas no anexo.
Candidatura espontânea funciona mesmo?
Às vezes, e raramente de imediato. Os resultados realistas são ficar no banco de talentos, ser avisado de uma vaga antes da divulgação ou ser encaminhado a um colega. Encare como abrir um contato, não como uma candidatura que precise gerar emprego.
Para quem devo endereçar?
Para quem lidera a equipe em que você quer entrar, onde a empresa divulgar isso. Se não houver nome, enderece à área pelo nome dela. Evite saudações genéricas e não invente nomes nem formatos de e-mail.
Quanto tempo esperar para dar retorno?
Cerca de duas semanas, uma única vez e de forma breve. Responda sobre a sua mensagem original em vez de começar outra, e não envie uma terceira se não houver resposta.
Envie a carta com um currículo preparado para a função que você nomeou. Veja os exemplos de currículo para adaptar uma estrutura e monte o documento com o criador de currículos. O ArcPixel ainda não cria cartas de apresentação.